
“ESSA BOLA...”
Quando iniciei este blogue, em janeiro de 2006, destaquei, como todos podem ver na coluna ao lado, minha temática preferida. Lá está escrito: arte, cultura, livros, automóveis antigos e futebol. Hoje, transcorridos mais de dois anos, acrescentaria “crítica” a esse rol. Mas vou deixar assim, pois acho que, na palavra “cultura”, isso está subentendido. Só não abordo política porque não tenho competência e, em última análise, não me sinto atraído por ela, ao menos nos moldes em que vem sendo praticada no Brasil.
Do futebol, esporte que sempre me fascinou, tenho falado pouco – ou menos que do que gostaria. Mas há ocasiões em que me vejo forçado a dar meu pitaco e, sempre que posso, com certa veemência, como fiz no artigo abaixo “A Moda Galvão Pegou Mesmo”. Foi uma crítica que considero justa, válida e procedente – eis que fundada em evidências – mas que, para minha surpresa, não despertou maior interesse. Terá sido porque a maioria dos que me visitam não gosta de futebol?
Hoje, assistindo ao jogo Flamengo x Internacional, topei com um narradorzinho do pay-per-view cujo nome faço questão de ignorar e que, atrelado à norma vigente e sem autocrítica ou originalidade – como a maioria – usa e abusa da locução ‘Essa Bola”.
Será que estou ficando impertinente, obcecado por detalhes insignificantes, ou esse costume esdrúxulo está, de fato, se transformando em nova praga “galvano-buênica”? Onde já se viu substituir sistematicamente “a bola” por “essa bola”. O que quer dizer “essa bola”? Reparem vocês, leitores, se, na maioria das vezes, a expressão cabe ou se justifica. Da maneira como eles falam, tem-se a impressão de que a bola do jogo não é uma só – é “essa” e não “aquela” outra.
Claro, há instantes em que a expressão é válida, mas esses cretinos não sabem fazer a distinção; usam “essa bola” da maneira mais indiscriminada e contribuem – pois a TV é a única escola que o povão freqüenta com assiduidade – para sacramentar mais um vício na linguagem já tão mal usada em nosso meio.
Se nunca repararam nesse mau-uso, nesse abuso, passem a fazê-lo com especial atenção e depois me digam se não tenho razão; se estou sendo rabugento e ranzinza.
Poderia estender-me aqui com uma avalanche de exemplos dessa lamentável deturpação lingüística, mas cansaria o leitor e não seria didático. Prefiro afirmar que “essa bola” não existe...
Mario Gentil Costa
Escrito por MaGenCo às 22h30
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ESCREVER NÃO É FÁCIL
Escrever sempre me fascinou, fosse pelo componente criativo do ato, fosse pelo fantástico poder de registrar idéias. Mas escrever diferente de como faz a maioria - que usa a escrita da mesma forma como fala - é algo ao alcance de poucos.
Escrever com correção e estilo, com leveza e graça, uma crônica, um conto ou um romance, constitui um incrível desafio. E quem não acreditar, que experimente; trata-se de uma encarniçada batalha.
Até hoje, não consigo escapar de um desconfortável mal-estar ao encontrar tanta dificuldade na busca desse privilégio.
Há algum tempo, li com surpresa e alegria uma entrevista com alguns notáveis, unânimes em confessar que o ato de escrever, para eles, representa uma guerra sem trégua contra as palavras, que, assim como fazem comigo, do mesmo modo lhes fogem nos momentos cruciais.
À primeira vista, parece incrível que seja assim. Mas é. É, porque se trata de um esforço de imaginação, como compor música, pintar um quadro ou esculpir um mármore. Daí por que uma folha de papel, uma partitura, uma tela em branco ou uma pedra bruta, ávidas por nutrir-se de palavras, notas, cores ou formas, são, talvez, a mais formidável provocação dirigida ao cérebro humano.
Sempre que leio qualquer texto saído da pena de um autor talentoso, me convenço de quão penosa tarefa é essa de extrair de acontecimentos aparentemente banais aquele misterioso vínculo com o inusitado, aquela insuspeitada carga de significância, aquele toque de singularidade, aquele imprevisto sopro de drama ou de comédia que se esconde nos bastidores do corriqueiro. Esse fantástico senso de aproveitamento não deveria ser, todavia, privilégio de tão poucos.
Ilusão, quimera ou fantasia, venho, por todos os meios, perseguindo esse insondável segredo de como extrair do cotidiano sua índole inexplorada; de como focar meus sensores nos cernes do trivial.
Basta – como se isso fosse pouco - saber dar forma e corpo a um texto fluente, enfileirando idéias capazes de prender o interesse do leitor impaciente de nossos dias, viciado na mera síntese de um linguajar que está se transformando num informe sucinto, quase telegráfico.
Em suma, é hercúlea a missão de converter uma página em branco no suporte das obras-primas que dão sentido à arte de escrever.
Mario Gentil Costa
Escrito por MaGenCo às 23h36
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A MODA “GALVÃO BUENO” PEGOU MESMO
Minha mulher diz que estou com idéia-fixa, obsessão ou implicância. Outros, avessos a discussões, se calam, mas parecem concordar. O fato é que não suporto esse modismo estúpido, inventado pelo inefável Galvão Bueno e transformado em padrão global nas transmissões de futebol.
Simplesmente, não agüento mais ouvir, durante os jogos do campeonato brasileiro, seja da série A, seja da B, a repetida contagem de pontos e a correspondente classificação em que se situa cada um dos times que faz um gol e fica em vantagem temporária no marcador.
As partidas mal começaram, e basta um gol em qualquer lugar do Brasil para jorrar sobre meus tímpanos indefesos essa aritmética temporária e inútil.
“Com esse gol, o time “x” tal está subindo para o G-4”.
“Com esse gol, o time “y” está indo para o rebaixamento”.
Não raro, o adversário empata o jogo em seguida, e todo o cálculo é refeito com a maior cara-de-pau.
Esses imitadores baratos, que seguem qualquer idiotismo por não terem originalidade e não saberem como encher sua lingüiça acham que, para garantir a audiência, o essencial é manter-se falando, mesmo que sejam baboseiras; ainda não se aperceberam de que tais estimativas parciais, em vez de despertarem a atenção e o interesse do ouvinte-telespectador, só servem para abusar de sua paciência, não bastasse, com raras exceções, a incompetência da transmissão em si.
Sei que não podemos viver de saudades do passado e que quase não temos locutores do peso dos de outrora. Há muito que perdemos um Jorge Curi, um Pedro Luiz, um Fiori Gigliotti, um Geraldo José de Almeida ou um Waldir Amaral. Infelizmente, o grande Doalcey Bueno de Camargo, da Tupi-Rio, está aposentado. Há anos, em nosso meio, não contamos mais com um Fernando Linhares da Silva, padrão da nossa radiofonia esportiva.
Mas não acho justo o que faz a maioria dos seus sucessores, ao tripudiar sobre a paciência do público e submeter seus momentos de lazer a esse tipo de desconsideração.
Que irradiem as partidas no que elas têm de mais precioso, ou seja, a descrição precisa da seqüência de um lance, sobretudo no rádio, de modo a alimentar a imaginação do ouvinte; que façam comentários técnicos e táticos ao longo do jogo, críticas agudas e bem-humoradas sobre o desempenho desse ou daquele jogador, em suma, conceitos e opiniões diretamente ligadas ao futebol em si.
Mas, por favor, não massacrem as pessoas com esses lugares-comuns que são a confissão tácita da falta de enxerto e do despreparo para assumir um microfone.
Será que ninguém, até hoje, descobriu que Galvão Bueno, por mais prestigiado e badalado que seja, nada tem a ensinar às novas gerações? E ainda vão imitar justamente seus piores vícios?
Mario Gentil Costa
Escrito por MaGenCo às 23h13
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A QUINTA DIMENSÃO
O Tempo, segundo Einstein, é a quarta dimensão do espaço. Trata-se de uma grandeza relativística, capaz de curvá-lo na velocidade da luz e até gerar buracos negros. Ele não passa; simplesmente aí está..., como estão as outras três que, há mais de dois milênios, foram enunciadas por Euclides e incorporadas definitivamente aos fundamentos da geometria clássica.
Ao contrário do comprimento, da largura e da altura, ele não é percebido fisicamente pelos nossos sentidos. Olhamos ou tocamos um objeto e, imediatamente, somos capazes de lhe determinar, mesmo a grosso modo, a forma, o tamanho, a cor, a consistência. O Tempo, dir-se-ia que é ultra-sensorial. Temos, quando muito, uma vaga consciência de sua presença a nosso redor. É tão relativo que parece arrastar-se quando vivemos momentos difíceis; voa célere, todavia, se a ocasião é prazerosa. Olhado de frente, se nos afigura como futuro. Visto de costas, já é passado e se perde nas brumas do horizonte da memória. Em sua essência presente, contudo, não passa do instante.
Medimo-lo convencionalmente ao observar a aparente regularidade dos movimentos do Universo mais próximo..., como o nascer do Sol, as fases da Lua, as estações do ano, as horas do dia... Mas esse é apenas o nosso Tempo..., o Tempo humano..., um mero calendário antropocêntrico..., quase um artifício..., tão relativo, que logo ali..., em Júpiter..., cuja rotação dura dez horas das nossas..., cuja translação dura doze anos dos nossos..., de nada mais vale como relógio cósmico.
Nosso Tempo é todo ele composto de momentos que se sucedem entre duas colossais perspectivas: o passado que passou e o futuro que virá. É o presente..., algo sem dimensão..., como um ponto geométrico que só existe na imaginação.
O passado está na idéia que acabo de expressar; o futuro, na que virá em seguida. E entre os dois estamos nós, caro leitor..., eu e você..., vivendo, um após outro, os nossos momentos...
O passado é, simplesmente, uma lembrança..., alegre, triste ou inexpressiva..., que ficou ou se perdeu. O futuro é o que será..., um misto de esperança, medo ou indiferença..., mas, de qualquer forma, uma expectativa..., uma incerteza..., uma interrogação.
E assim vive o ser humano, de momento em momento, sufocado entre duas verdades imutáveis: a que foi e a que virá. Ele pensa que se autodetermina..., que tem livre arbítrio..., ignorante e esquecido de que está sempre ao sabor do acaso..., esse mesmo acaso que, tola e vaidosamente, resolveu chamar de "destino", como se além do Caos Universal, que regula e organiza tudo, houvesse realmente algum tipo de predeterminismo individual...; como se fosse ele..., exclusivamente ele..., - o homem -, a figura indispensável e central do espetáculo.
Seu poder de decisão é mínimo..., quase nulo. Pouco maior que o de uma folha solta ao vento, que flutua e dança ao léu sem saber aonde vai cair no momento em que se extinguir a energia que a embala. E quando isto acontece, o que resta, em última análise é nada mais que a Verdade..., a Verdade do que foi..., do que é..., do que será... A Verdade..., uma estranha e insondável espécie de quinta dimensão..., que é eterna, imutável...; que interage com o Tempo na síntese total.
Muito antes de que o pensamento humano existisse, ela, a Verdade, já existia, e quando a humanidade, como substância, desaparecer ou se transformar em massa ou energia - como descobriu Lavoisier e, de fato, acontece a todas as formas de vida evolutiva - a Verdade continuará existindo no Espaço e no Tempo como atributo imanente do Todo.
A Verdade..., essa sim..., é preestabelecida por ser eterna..., ao contrário da mentira, da falsidade, da traição..., que nasceram com o homem..., geradas na sua própria imperfeição; com este mesmo homem que se dizendo "criado à imagem e semelhança de Deus"..., é o único animal que mente e que trai.
A Verdade é filha da Ética..., da Lógica..., nunca da força ou da autoridade. Ela é sinônimo da perfeição estética. O fato só acontece para confirmá-la e, mesmo que não aconteça..., que não seja registrado..., ela sempre prevalece, ou encerrada em si mesma..., em sua essência..., ou dentro da consciência de cada indivíduo, num plano mais humano. Mas ela é uma só; é o ideal pleno a que todos aspiram sem jamais alcançar.
Daí o imenso desafio que depara o homem: a busca e o encontro da Verdade. Irremediavelmente condenado a viver o seu momento fugaz..., preso e contido entre o passado e o futuro, e, o que é pior, reprimido por suas próprias limitações e cada vez mais deslumbrado, a procurar em vão o entendimento do infinito e do eterno..., ele se vê sufocado diante da Verdade que sabe que existe e não é capaz de absorver, rendendo-se, finalmente, à única alternativa que lhe sobra: a crença.
Vez por outra..., de quando em quando..., a Natureza, que se autorregula com a sabedoria ingênita de que só Ela é capaz..., deixa nascer um gênio para dar um salto adiante. Tal indivíduo..., que infelizmente é muito raro..., gravita numa órbita escassamente povoada, habitada exclusivamente por iniciados escolhidos, cuja tarefa primordial é a gradativa elevação do homem, a fim de torná-lo merecedor dos privilégios de que desfruta entre os animais da Terra.
O gênio é o embaixador da Verdade. Mas..., lá no íntimo..., ele também sabe... por uma incômoda e indisfarçável intuição..., que, por mais que avance em sua busca incessante..., a Verdade Final..., aquela que existe por si mesma e independe das nossas crenças..., a Verdade Verdadeira..., fugidia como a linha do horizonte..., sempre estará além do seu alcance.
Mario Gentil Costa - 1994.
Escrito por MaGenCo às 22h28
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CHATOMETRIA
Há dois tipos de chato: o inseto, que se elimina com inseticidas; e o humano, que é, em si, a personificação de uma doença chamada ‘chatice’. Esta pode se apresentar sob as formas crônica ou aguda, sendo primeira a mais comum (e incurável), e a segunda, sua crise ou surto.
O agente causador é um artrópode pediculídeo, ectoparasito hematófago com habitat preferencial na região pubiana e que, em casos severos, pode migrar para outras áreas pilosas, tais como axilas, sobrancelhas, barba e bigode; se as houver...
Seu nome científico é “Phtirius pubis”. O vulgo pode chamá-lo de “piolho-das-virilhas ou piolho-dos-soldados”, primo-irmão do piolho da cabeça – o Pediculus capitis. Ambos são chatos porque obrigam o portador a coçar-se em ritmo paroxístico nos momentos e lugares mais impróprios...
Do chato, portanto, surgiu a ‘chatice’, moléstia exclusiva do ser humano; o portador é sempre chato. De modo inescapável. Sistemático. Absoluto. Contumaz. Reincidente.
Das centenas de alcunhas que o chato admite, citarei apenas algumas para não me tornar eu mesmo um chato.
Na linguagem castiça, o chato é o “Maçante, enfadonho ou cacete”. Na mais vulgar, é o mala, o sarna, o cricri, o grude e o famoso ‘de galocha’. São subtipos comuns do chato: “o morrinha etílico (dispensa descrição), o irresistível (campeão das conquistas amorosas), o confidencial (fala ao-pé-da-orelha), o sabichão-garganta (exagera vitórias pessoais), o pregador (sempre a impor sua fé), o cutucador (cutuca as costelas do interlocutor), o chafariz (cospe e respinga ao falar), o poliqueixoso (sofre de tudo; os médicos logo o reconhecem), o obequioso (sempre pronto a ajudar, ainda que não solicitado), o engraçadinho (de cujas piadas ninguém ri). Por fim, o chato-de-largo-espectro, que não é nada disso, mas é chato sempre, faça o que fizer, diga o que disser.
Quem não conhece algum chato? Faz parte da vida em comunidade. Mas tudo tem limite. Chega um momento em que, mesmo com toda a paciência, não dá pra agüentar. Urge, então, dar o fora para não explodir.
Por sorte, sou dono de um chatômetro de alta precisão, sensível aos mínimos indícios da chatice: a voz, a risadinha, a gesticulação, a solicitude com que tira uma caspa inexistente da minha lapela ou me ajeita o nó da gravata e me aperta o colarinho, o contorno geral, sei lá... Num instante, faço meu diagnóstico e começo a preparar a retirada estratégica. Quando dá... Quando não dá, fazer o quê?
O chato é um lutador infatigável, persistente, ou seja, o chato é um forte. Sabe que é chato, mas faz uma força danada para não sê-lo. Só não consegue porque desconhece a fórmula e, quanto mais tenta, mais chato fica. Ele é um exímio abridor de clareiras, que esvazia qualquer rodinha. Enfim, o chato é um antígeno; seu destino, seu fardo é criar anticorpos...
Pode-se medir o chato pela constância com que é visto sozinho ou acompanhado de um cachorrinho na coleira. Mas cuidado! Ele está sempre caçando. Bobeou, ele ataca. E, por uma compulsão insuperável, começa logo a agir.
Esse triste espécime, claro, não tem amigos, e se consola seguindo os passos aleatórios e as paradas contingenciais de seu cão. Itinerário, que é bom, ele nunca tem; é feito de-poste-em-poste. E em nome da profilaxia das doenças circulatórias, ele caminha, caminha... horas-a-fio, sempre atento à perspectiva de grudar em alguém.
Certa vez, um chato me abordou num velório com missa-de-corpo-presente. Não pude escapar. Em vez de louvar as virtudes do defunto – que as tinha em profusão – ele enfiou três perguntas descabidas, pronunciadas alto-e-bom-som e precedidas de uma leve cotovelada na minha costela:
- Mas que prazer, Mario!
- Como vai? – respondi, cauteloso, aproveitando a austeridade da circunstância para não sorrir.
- Vou bem. Aliás, sempre vou muito bem. A propósito, que achas da campanha do Corinthians?
- Não ligo a mínima pro Corinthians – retruquei, peremptório, embora baixinho, como obrigava o protocolo.
- Ah, tudo bem. Então, que opinas sobre o assassinato do Kennedy? Foi o Lee Oswald mesmo?
- Isso aconteceu em 1963... – observei em tom grave e monocórdio.
- Até hoje persistem dúvidas...
- Ora, por favor...
O saco estava enchendo, e ele voltou à carga:
- Tudo bem, tudo bem. Nesse caso, me responde: quem vai ser eleito?
Já notaram que quase todo chato é um perguntador? Acho que sei por quê: ele raramente tem respostas...
Pronto! Enchi e o convidei a sair. Lá fora, o saco estourou:
- Você acha que o momento recomenda esta conversa? Estamos num velório, cara...
- Desculpa, não fiz por mal.
- Tudo bem. Agora, com licença. Vou voltar pr’a igreja.
- Claro. Fique à vontade.
Assim, com esse destempero, me livrei desse Pthrius pubis. Hoje, ele não me aborda mais. Mesmo assim, pra me garantir, basta avistá-lo de longe e já trato de me desviar e passar ao largo...
Mario Gentil Costa
Escrito por MaGenCo às 17h01
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