MaGenCo


 

 

 

FOREIGNERS, ALL OF YOU ARE MY FRIENDS.

COME ON! SPEAK UP!

SAY SOMETHING! 

Hoje, até agora, 21,30h, recebi 37 visitas ao blogue, sendo 16 do exterior, duas das quais de cidades diferentes do Irã. Alguns, pela numeração específica que os distingue, são visitantes costumeiros, e suas origens predominantes são Estados Unidos e França. Portugal também comparece com alguma frequência. Nenhum deles, todavia, se manifesta. Não sei o que os atrai, já que a maioria não fala nem lê o português. Mas me honram muito. Thank you, anyway. Abraços a todos, portanto. MaGenCo



Escrito por MaGenCo às 20h39
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POR UM FLAMENGO

       REDIVIVO

   

 

      O departamento de marketing do Flamengo deve convocar uma entrevista nos próximos dias para anunciar que o clube possui a marca mais valiosa do Brasil.

 

      O time rubro-negro garante que está à frente de equipes como São Paulo e Corinthians no quesito. De acordo com o clube, a conclusão é resultado de algumas pesquisas sobre o assunto.

 

     "Fizemos um estudo que joga no chão toda aquela história de que o Flamengo tem a maior torcida, mas não tem o maior mercado. Vamos mostrar que a nossa camisa vale mais", disse o vice de marketing Ricardo Hinrichsen.

 

     Segundo o dirigente do time rubro-negro, o estudo foi feito com base em diversas publicações sobre o assunto no Brasil.

      (Nota publicada hoje no Portal Terra)

 

 

     O QUE EU PENSO DE TUDO ISSO:

    Há muito tempo eu cantei essa pedra. Quando Márcio Braga assumiu a presidência do Flamengo, usei o site do clube para mandar-lhe uns palpites de torcedor que enxerga mais longe. Disse-lhe: “O Flamengo está desperdiçando seu mais valioso trunfo, que é ter a maior torcida do mundo – 36 milhões. Precisa usá-la, e este é o caminho”. Ele agradeceu e prometeu pensar nas minhas sugestões. Mas até agora, nada de efetivo foi feito. Só conversa fiada.

    Alguém poderia dizer que esse número é fictício, mas não é. E não é porque os países onde o futebol é o esporte preferido – Argentina, Espanha, Portugal, Itália, França e Inglaterra – têm populações muito menores que o Brasil. E em todos eles, com diversos clubes de grande porte, a torcida se divide e jamais sobrará para cada um contingente tão numeroso.

Escrito por MaGenCo às 20h06
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     Assim, está provado que a torcida do Flamengo é a maior do mundo. Por quê? Porque o futebol carioca é o que goza de maior penetração no território nacional. O Vasco tem a segunda torcida do Rio e do Brasil. Já os demais clubes brasileiros que têm grande número de adeptos dificilmente os têm fora de suas fronteiras estaduais, exceção feita ao Corynthians, que, mesmo assim, abrange o Estado de São Paulo e vizinhanças. E essa é uma tradição antiga, que não muda em uma ou duas décadas. Não é à toa que todos afirmam que o Mengo tem torcedores próprios em qualquer estádio do país.

     Imaginem se esse imenso patrimônio fosse transformado em fonte de arrecadação. Imaginem o que uma diretoria talentosa e criativa poderia fazer em termos de independência financeira. Já nem sonho com aumentar o número de sócios cariocas, que é mínimo, embora creia na validade da idéia como primeira experiência. Refiro-me ao potencial financeiro que a torcida de fora do Rio representa.

      Em troca de pequenos brindes, ou mesmo em troca de duas ou três entradas gratuitas por ano no Maracanã em jogos importantes, isso estendido a qualquer brasileiro que se dispusesse a ir ao Rio de Janeiro. Ou, se preferissem, poderia ser criada uma condição especial de “sócio nacional”, à custa de uma mensalidade simbólica – digamos R$ 5,00 – cobrada por meio de carnês enviados pelo correio e pela internet.

Esse sócio longínquo é um devoto e se orgulharia em portar sua carteirinha. Sei que existe a figura do sócio "Off-Rio", mas a mensalidade de R$ 15,00 é absurdamente alta e a inadimplência deve ser enorme.  O brasileiro pobre não pode arcar com tal compromisso.

     Miguel, o porteiro do meu prédio, que já viajou duas vezes ao Rio em caravana para assistir, nas gerais, a jogos decisivos do Mengão, me assegurou que pagaria de bom grado essa quantia para desfrutar desse honroso privilégio. E como ele, milhões se disporiam ao sacrifício. Bastaria uma curta campanha pelos jornais de grande circulação ou uma nota repetida durante uma semana pela TV Globo em horário nobre e, mesmo fazendo o cálculo mais pessimista, o clube arrecadaria a cada 30 dias uma importância que o tiraria rapidamente do vergonhoso atoleiro em que se encontra há anos.

     E voltaria a ser o saudoso campeão de outrora porque teria jogadores à altura de sua grandeza. O que estão fazendo com o Flamengo é uma ignomínia; é o desmonte gradativo de uma tradição quase secular. Enquanto isso, eu e milhões de brasileiros temos de suportar o vexame e a humilhação de derrotas inconcebíveis em pleno Maracanã. E a juventude, que tem memória curta, vai se esquecendo do que o Flamengo é.

    

   Mario Gentil Costa



Escrito por MaGenCo às 19h59
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“XAMA E ATENSÃO”

 (Como Cony presta um desserviço à Língua Portuguesa)

 

A Folha de S. Paulo de 24 de novembro de 2006 publicou uma crônica de Carlos Heitor Cony, intitulada  “Xama e atensão”, que começa com esta observação grifada por mim:

“Não sou pela correta grafia das palavras nem pela gramática correta; ambas são convenções.”

 

Não entendo com que objetivo o autor – que publica num jornal de circulação nacional e por isso tem numerosos leitores – vem com declaração tão estapafúrdia. Não pretendo entrar em análise minuciosa do texto, que é longo e cansativo. Sugiro a quem quiser lê-lo, que recorra ao número citado. Quero cingir-me ao dito em si e a seus complementos correlatos. Assim sendo, pinçarei alguns dos tópicos mais significativos, começando por dizer ao autor que, a rigor, em assuntos de linguagem falada ou escrita, tudo é convenção.

Vejamos, pois, o que diz o ilibado acadêmico:

 

      “Num ano dos mais antigos do passado, aqui no Rio de Janeiro, o vestibular unificado provocou pasmo e ira de jornais e educadores. Na prova de redação, alguns alunos escreveram chama com "x", atenção com "s" e massa com "cê" cedilha. A televisão perguntou drasticamente: pode um aluno que escreve "xama", "atensão" e "maça" freqüentar uma universidade? Ninguém me perguntou a opinião, mas vou dá-la gratuita e escandalosamente: pode.”

 

A seguir, o autor, acertadamente, confessa ser contrário ao atual sistema de provas vestibulares cujas respostas são aferidas em alternativas assinaladas com um ‘x’. Também sou contrário; acho que  avaliar um candidato por esse método dá margem a erros no julgamento da sua real competência. E, sobretudo, privilegia quem não sabe escrever. Mas, em se tratando do tema em questão, por que se preocupar com isso, se declara textualmente que “não se importa com correção gramatical?” Aí, ele se justifica com a seguinte afirmação:

        “Sendo contra a múltipla escolha, não sou pela correta grafia das palavras. E muito menos pela gramática correta. No fundo, gramática e ortografia são convenções mais ou menos abstratas.”



Escrito por MaGenCo às 08h58
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        Mais abaixo, defende seu disparate com a afirmação gratuita de que Jesus Cristo era analfabeto e, mesmo assim, influenciou a vida e a cultura dos povos.

        Pois, embora não haja registros – e não caiba aqui questionar a escolaridade de Cristo – eu duvido que Ele fosse.

        Diz também que Nelson Rodrigues tinha lapsos de memória e não se vexava em perguntar a quem estivesse por perto se cachorro era escrito com “x” ou “ç”.

        Ora, todos nós temos tais lapsos. Mas isso não convalida sua tese absurda. Menos ainda por se tratar de um “imortal” da Academia Brasileira de Letras, condição que supõe e impõe o zelo obrigatório pelo bom uso da linguagem.

 

        Mais um excerto da palavra ‘conyana’:

        “Por que chama é com "ch" e não com "x"? O importante não é escrever certo. O furo está mais em cima: é pensar certo. Mas o que é pensar certo? Resposta: é pensar de acordo com a norma”.

        E eu lhe responderia: “Pensar certo não é pensar de acordo com a norma”. É usar os neurônios para abstrair, analisar, tirar conclusões pessoais corretas e, sobretudo, saber expor o pensamento com adequação e com criatividade. E se o objetivo for transferir esse pensamento ao papel e ao público, resta saber fazê-lo com conteúdo, ordem, correção gramatical e, se possível, com estilo literário próprio. Nunca, todavia, com mensagens destrutivas.

 

Mas ele prossegue: “Não faz muito, estarreci alguns professores defendendo a expressão popular "um chopp e dois pastel". No meu entender, a frase é perfeita não pela norma, mas pela ontologia do pastel; não existem "pastéis", existe pastel, que todo mundo sabe o que é. Dois pastéis é uma redundância que o bom gosto literário aconselha evitar.

Sei que essa crônica será considerada um atentado à norma. Chamo a atenção para tudo que foi inventado e fez a Humanidade sair das normas e chegar ao ponto a que chegou - com gente pedindo "um chopp e dois pastel" e "xamando a atensão para os erros da maça".

 

Quanta bobagem! Acabemos, pois, com todos os plurais. Baguncemos de vez com esse coreto, que já está tão bagunçado!

Ilustre jornalista Carlos Heitor Cony, sua crônica merece, mesmo!, ser considerada um atentado à norma e ao bom gosto. Mais ainda, constitui uma ofensa à memória de todos aqueles – Machado de Assis incluído – que, na mesma academia, elevaram tão alto o padrão da Literatura Brasileira. E você acaba de cuspir no prato em que comeu...

 

       Mario Gentil Costa

Escrito por MaGenCo às 08h56
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Bicicletas versus Mercedes

ou

sic transit gloria mundi

 

Ana Cristina Giannini Johannpeter, ex-casada com a maior produtora de aço das Américas e bela cinqüentona, foi assassinada ao volante da sua Mercedes-Benz do ano. Foi morta porque, após entregar bolsa e celular, atrapalhou-se com o fecho do relógio e demorou a -lo ao asaltante, que, no sinal de trânsito, emparelhara sua bicicleta com o carro  da vítima. Um só tiro, e um pobre-diabo elimina uma milionária que, em condições normais, teria poder suficiente para pulverizá-lo.

“O poder”, ensinava Mao, “não vem dos tratados de direito, mas diretamente das bocas dos canhões”. Vero, e desde sempre. Canhões, normalmente, perfilam-se com as Mercedes, mas, naquele momento, para o azar de Mme. Gerdau, era a bicicleta que estava com o canhão.  

Converso a respeito desse crime estúpido com meu amigo Aloysio Gentil Costa, que, com alguma razão, dirige toda a sua indignação ao assassino, preto, raquítico, favelado, “dimenó” (logo, inimputável). Vai passar os próximos três anos na FEBEM, especializando-se em bicicletas & canhões, e aos vinte e um voltará, com a ficha limpa, às ruas e às milionárias distraídas. Isso está errado; logo, Aloysio está certo.

A questão é que não é só isso que está errado. Se àquele pretinho franzino tivesse sido oferecida a alternativa de uma família, uma casa decente, um bom colégio, respeitabilidade & dignidade mais uma perspectiva de futuro, duvido que ele andasse por aí de bicicleta, drogado, 38 na cintura, pronto a matar e morrer. Ninguém gosta de viver assim; de fazer assim. Não é da nossa natureza. Garanto que se ele pudesse escolher, viveria igual à inofensiva Mme. Gerdau na sua Mercedes, e que crimes, se os cometesse, seria apenas contra o fisco – crime de branco civilizado.

Claro que nossas leis são lenientes e nosso sistema prisional ridículo; claro que tratamos bandidos como crianças (e crianças como bandidos – é so olhar os semáforos). Suponhamos, então, a pena de morte, pronto, e aplicável a partir dos – sei lá – cinco anos de idade. Não mudaria coisa alguma, exceto institucionalizar-se o homicídio. A questão é que para cada negrinho eliminado nasceriam outros dez, e que para cada Mercedes há mil bicicletas. Problema: a quantidade, Aloysio, tem uma qualidade intrínseca.

Acho que a solução nunca estará em tentar-se eliminar os miseráveis, â Bush (tarefa impossível porque infindável), mas em eliminar-se a miséria. Em fechar a nossa imensa, incansável fábrica de negrinhos sem perspectiva, que coisa alguma têm a perder – sequer a vida, a própria e/ou a alheia, que, para eles, e com os melhores motivos, nada vale. Agostinianamente, eu proporia que odiássemos o pecado; não o pecador. Miséria é pecado, e de todos nós. Às vezes, como infelizmente viu Mme. Gerdau, a fatura aparece.  

Marco Antonio Arantes, Desterrro, 24/11/06



Escrito por MaGenCo às 08h03
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DESCONTROLE  OU  DESTEMPERO ?

 
     A tragédia do vôo 1907 da Gol, com toda a sua carga de sofrimento, vem sendo agravada exponencialmente pelo comportamento no mínimo estranho de alguns setores do Governo, notadamente aqueles que deveriam zelar pela segurança e eficiência da aviação brasileira.
     Ainda ontem, em audiência pública convocada pelo Senado Federal, o Ministro da Defesa, Waldir Pires, e o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Silva Bueno, declararam à nação, alto e bom som, que a culpa pelo acidente é dos controladores de vôo envolvidos no caso.
     Como sou um aficcionado pelas coisas da aviação desde menino, fiquei chocado com a idéia de que o mais alto oficial da nossa Força Aérea, piloto de carreira há muitos anos, possa ter feito tal declaração, principalmente porque deveria ser o primeiro a saber que existe uma coisa chamada "plano de vôo", cujo registro é obrigatório no aeródromo de início de cada viagem e a cujas normas e restrições ficam sujeitas as tripulações de todas as aeronaves que decolam de qualquer lugar do planeta. O dito plano é submetido à aprovação do controle de tráfego aéreo e, após aprovado, deve ser seguido à risca.
     Trata-se de uma regra internacional que nenhum piloto brevetado pode ignorar.
     No caso específico do jato Legacy que derrubou o Boeing da Gol e matou 154 pessoas, obviamente os dois tripulantes americanos não estavam cumprindo o plano, porque estavam voando em nível não autorizado.
     Assim sendo, independentemente de ter, ou não, havido falha de comunicação entre o avião e o centro de controle de tráfego de Brasília, até porque o "transponder" do jato da Embraer foi desligado pelos pilotos, nada teria acontecido se eles estivessem voando na altitude prevista no plano de vôo original, registrado no aeródromo de origem, em São José dos Campos.
     O simples fato de estar o "transponder" desligado, por si só, já foi suficiente para dificultar em muito a localização do avião pelo radar de Brasília, uma vez que é esse dispositivo que mostra, na tela, as identificações das diferentes aeronaves.
     Acho, sinceramente, que alguma coisa muito séria está por trás disso tudo, pois fica muito mais fácil culpar os extenuados e mal remunerados controladores de vôo, que até por uma questão de hierarquia militar não podem se defender publicamente.
     O DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), a INFRAERO e a ANAC (ex-DAC) deveriam estar muito mais preocupados em dotar os nossos aeroportos de equipamentos confiáveis de segurança de vôo, para que não aconteça o que tem ocorrido constantemente aqui no nosso Aeroporto Internacional Hercílio Luz, por exemplo, em que o radar, o ALS (sistema de luzes na pista para orientação de pousos noturnos) e o DME (equipamento que informa aos aviões a distância exata a que se encontram do aeródromo) entram em pane a toda hora.
     De muito pouco adianta construir terminais de passageiros luxuosos e superfaturados, quando se  demora para trocar simples transistores, capacitores ou lâmpadas que podem salvar vidas.
     E, para piorar, a faixa de freqüência de rádio destinada ao controle aéreo vem sendo cada vez mais invadida por emissoras comerciais, com seus transmissores totalmente descalibrados, causando forte interferência e prejudicando a comunicação com os aviões, sem que nada se tenha feito para coibir tal abuso criminoso, que não acontecia na época em que ainda existia o DENTEL (Departamento Nacional de Telecomunicações), hoje infelizmente extinto.
     Assim, realmente, fica muito difícil ...
                                                     
     Alfredo Gentil Costa (O autor é meu irmão)


Escrito por MaGenCo às 19h03
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ESCULTURAS EM MADEIRA  

            (WOOD CARVING)

Este entalhe, trabalho meu de 1978, esculpido em madeira de cedro-rosa - com o título atual de DELICATESSE - apresenta uma particularidade: se a imagem for invertida, tem-se a impressão, em consequência de um surpreendente efeito óptico, de que as reentrâncias se transformam em saliências. Por isso, ele está sendo mostrado em duplicata. O curioso é que, ao vivo e sob o mesmo ângulo de incidência da luz, o fenômeno não se repete. Abraços. MaGenCo

 

 


Relevo em madeira cedro-rosa, intitulado TRANSPASSES, medindo 40 x 60 cm. Foi esculpido em 1979. MaGenCo

 


Este entalhe em cedro-rosa, com 38 x 60 cm, intitula-se "LABIRINTO". Foi esculpido em 1978. Em virtude de aludir à anatomia do ouvido interno, só pode ser apreciado na posição em que se encontra. Os médicos, sobretudo os otorrinos, poderão distinguir aí os elementos que compõem o conjunto: o oval do tímpano, a cadeia dos ossículos (Martelo, Bigorna e Estribo), o triângulo luminoso, as janelas oval e redonda, o órgão de Corti (com suas colunas de células ciliadas internas e externas), as rampas vestibular e timpânica, a trompa de Eustáquio (ou tuba auditiva), o saco endolinfático, o aqueduto do caracol, as espiras da cóclea, os três canais semicirculares do aparelho do equilíbrio. O resultado é de uma fantástica harmonia estética e prova que a Natureza é exímia em produzir obras-de-arte. Abraços do MaGenCo



Escrito por MaGenCo às 14h41
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MAGENCOS AROUND THE WORLD

 

MaGenCo, como é óbvio, é a contração dos meus três nomes – Mario Gentil Costa. Um apelido feito em casa, portanto. No máximo, um pseudônimo criado com ânimos de exclusividade para assinar meus quadros e esculturas em madeira. E assim foi anos a fio, durante os quais tive a sensação, quase a certeza de ser o único magenco no mundo. Afinal, uma expressão tão exótica não deveria ter similares.

Eis que surgiu a internet e, num determinado dia, à falta de melhor idéia, acessei o Google para ver o que dizia sobre mim. Nada esperava, pois não sou pessoa famosa. E levei um baita susto; havia ‘magencos’ por todos os cantos do planeta. E eles significam várias coisas. Senão, vejamos:

Magenco no Chile: uma firma de contabilidade ou algo parecido.

Magenco na Noruega: uma empresa, cujos sócios proprietários se chamam Magnus e Genco. Até já fiz contato com o primeiro.

Magenco na França: uma marina ou uma empresa de barcos.

Magenco nos Estados Unidos: um satélite géo-estacionário cuja sigla em inglês é Map Generalization Controller.

Magenco nos Estados Unidos: alguma empresa de tecnologia cuja sigla significa Magnetic Energy Company.

Magenco Inc. Electronics: que, suponho, também seja americana.

Magenco Nominees Limited: não tenho a mínima idéia do que seja.

Magenco – uma empresa de construção que não localizei.

Magenco Metrel – que nem sei o que é, embora suspeite que fica na França.

Magenco Societé – que parece ser de Paris; também não sei o que é.

Magenco – agora pasmem! – Nome de um rio da África, no Quênia.

 

Como vêem vocês, o mundo está coalhado de magencos. São onze; comigo, doze. Uma dúzia!! Só falta, agora, algum desses magencos querer me processar por apropriação indébita da marca. Teria muita graça.

E tem mais!: houve um período em que, para homenagear Juscelino Kubitschek, troquei o G por J e o C por K: deu MaJenKo. Gostei da aparência gráfica. Também fui procurar os majenkos. Pois não é que havia um monte deles? Até um general russo - Majenko. E mais uma carrada de figuras estranhas. Estão todas lá. Podem conferir.

Fiquei estarrecido. Eu tinha tantos xarás e nem sabia. Vocês também devem ter...

Podem procurar no Google.

 

Mario Gentil Costa



Escrito por MaGenCo às 22h57
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SAFADEZA OFICIAL

 

É bom que seja bastante divulgada a safadeza. Com tudo isso, a Petrobrás informa que já obteve, no presente exercício, um "pequeno" lucro de 20 bilhões. E para completar: os "pobres" usineiros de cana, vegetal que dá até 3 safras por ano, diante do prognóstico da ocorrência de uma super-safra, já obtiveram a garantia governamental de que de que irão "enfiar" 25% de álcool na gasolina. Que bom seria se essa abastança de petróleo+álcool se traduzisse em preço acessível para o consumidor final, como acontece em TODOS os países produtores auto-suficientes... Na Argentina, que não está nadando em dinheiro, por exemplo, a gasolina - sem álcool e de boa qualidade - custa, na bomba, o equivalente a R$ 1,30. Lá, tenho certeza, a estatal do petróleo, mesmo não detendo o monopólio, não esbanja dinheiro patrocinando até campeonato de "arremesso de ponta de cigarro", o que aqui acontece, pois é pela ampla "porta" do marketing que passam os "negócios" escusos geradores do "caixa 2", também rotulados de "recursos não-contabilizados", segundo o ilibado financista Delúbio de tal ...

O TEXTO É DO MEU IRMÃO ALOYSIO GENTIL COSTA



Escrito por MaGenCo às 15h55
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ME - BY   MYSELF



Escrito por MaGenCo às 22h11
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QUE GRACINHA !

 

Fiquei estarrecido ao ler, na Revista Veja de 15 de novembro, declaração atribuída a Hebe Camargo de que "não queria namorar o cantor Roberto Carlos. Queria sexo mesmo."

        A ser isso verdade, amigos, não quero parecer enjoado ou falso-moralista, mas, cá entre nós, que despropósito! Que senvergonhice! Que baixeza! Que falta de classe! Onde já se viu uma senhora de 77 anos, supostamente avó e certamente mãe - que, por ter público cativo num canal de televisão, assume a responsabilidade de uma formadora de opinião junto às massas acríticas - fazer uma confissão debochada dessas?

Eu, que já não nutria por essa figura desengraçada uma opinião muito lisonjeira, passei, depois disso, a dedicar-lhe o desprezo que merecem todas as pessoas que, na ânsia incontida de estar sempre em evidência na mídia, não vacilam em descer ao rés da vulgaridade, mesmo que isso lhes custe a perda total e definitiva da dignidade e do respeito por si mesmas.

       Mario Gentil Costa

Escrito por MaGenCo às 18h15
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OS CIENTISTAS E DEUS

(TRÊS NOMES DE PESO)

 

Albert Einstein (1879-1955):

“Nunca atribuí à natureza nenhuma intenção ou objetivo, nem nada que pudesse ser compreendido como antropomórfico. A idéia de um Deus personalista me parece estranha e até ingênua”.

 

Carl Sagan (1934-1996):

“Não dá para convencer um crente de coisa alguma. Suas crenças não se baseiam em evidências, mas na profunda necessidade de acreditar.”

 

Charles Darwin (1809-1882):

“Fui tomado lentamente pela descrença, que acabou sendo completa. A lentidão foi tamanha, que não senti nenhuma aflição. Aliás, mal consigo entender como alguém possa desejar que o cristianismo seja verdadeiro”.

 

Fonte: Revista Época, edição de 13 de novembro de 2006 - página 94

Observação:

Por ser Einstein um nome de grande prestígio popular, muita gente esperta usou sua frase mais infeliz e surrealista – ‘Deus não joga dados com o mundo’ – para, levianamente, afirmar que ele cria em Deus. Publico o que ele diz acima para desfazer esse ledo engano. Sua religiosidade era apenas cósmica. Seu Deus era o Universo. Como o dos outros dois que compõem esse trio maravilhoso. E como o meu, modéstia à parte...

Mario Gentil Costa

Escrito por MaGenCo às 17h12
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O QUE ESTOU LENDO 

 

 Acabo de ler um livro que recomendo àqueles que gostam do tema: “O que Jesus disse? O que Jesus não disse?”, do americano Bart D. Ehrman, tido com uma das maiores autoridades mundiais em Bíblia. Pretendo, em breve, publicar um pequeno ensaio a respeito, pois as conclusões a que se chega são fascinantes e espantosas.

 

                                                             

Iniciei esta semana a leitura do romance do astrofísico brasileiro Marcelo Gleiser – “A Harmonia do Mundo”  que tem como personagem central ninguém menos que Johannes Kepler, o alemão que revolucionou as bases da astronomia ao provar que as orbitárias planetárias, ao contrário do que disseram Aristóteles, Ptolomeu e o próprio Copérnico, são elípticas e não circulares. Tal descoberta foi fundamental para o entendimento da dinâmica do Sistema Solar.

        Mario Gentil Costa

Escrito por MaGenCo às 15h14
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“LERMANIA”

 

Estou quase sempre lendo alguma coisa; livros, em geral. Faço isso desde o ginásio. O Colégio Catarinense, dos padres jesuítas, foi o ponto de partida para essa mania benfazeja. Dos 11 aos 17 anos, consumi boa parte da sua biblioteca, que era, e ainda é, uma das mais ricas de Santa Catarina. Ali, de forma sistemática, derrubei, um a um, fantásticos volumes, tais como toda a série de Tarzan, livros de aventura pelos sete mares, romances de toda sorte, a vasta oferta de policiais ingleses, franceses e americanos, a Coleção Amarela, a Terra-Mar-e-Ar, Alexandre Dumas (pai e filho) e Michel Zevaco, que exploraram magistralmente os bastidores da história da França dos Felipes, Henriques e Luízes, e, sobretudo, uma enciclopédia juvenil, intitulada Tesouro da Juventude, que nem sei se ainda existe. Pegava e trazia para casa um volume atrás do outro. E, para culminar, todos os títulos de Júlio Verne, o gênio francês que, sem sair de Paris, deu "A Volta ao Mundo em Oitenta Dias" e, num golpe de inspiração até hoje inexplicado, fez com que sua nave-foguete em “Da Terra à Lua” decolasse exatamente da Flórida, bem perto do atual Cabo Canaveral.

De uns anos para cá, passei a ler um jornal diário, mas com critérios seletivos, desprezando muita coisa. O mesmo faço com uma revista semanal de assuntos gerais e uma publicação científica de distribuição mensal. Sobre política, cada vez leio menos. Sinto náuseas...

Acho que a geração da minha juventude foi privilegiada pela inexistência da televisão. O grande divertimento, além do esporte e do cinema, era ler, ao invés de simplesmente olhar e ouvir passivamente, como se faz hoje; a gente imaginava mais, e isso deve ter sido primordial e decisivo.

Embora reconheça muitas e irrecuperáveis lacunas na minha formação literária e confesse, sem pruridos elitistas, que continuo lendo autores populares, sobretudo americanos – alguns dos quais são excelentes – o tempo e a maturidade foram se encarregando de orientar minhas escolhas, e hoje, mais exigente, estou lendo coisa mais sofisticada. Mas além de me ensinar a escrever com a possível correção, o benefício inestimável que resultou dessa mania antiga reflete-se na minha maneira de pensar e ver o mundo e, acima de tudo, no aprimoramento do meu senso crítico. Hoje, ninguém me engana, ninguém me ilude. Daí minha revolta e meu protesto contra os impostores atuais, que identifico à primeira vista. E, como não disse tudo o que precisava dizer, aviso que voltarei a este assunto...

 

         Mario Gentil Costa

Escrito por MaGenCo às 10h43
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“DIGA QUE ME AMA”

 

A Revista Veja desta semana traz, à pagina 133, uma nota de algumas linhas acerca de um novo escritor americano – Jonathan Littell – que vive em Barcelona e escreve em francês. Como se não bastasse esta esdrúxula mistura – pois me custa crer que alguém escreva melhor num idioma que não é o seu – o indigitado está se transformando da noite para o dia em um novo fenômeno editorial com o lançamento de seu primeiro romance – “Les Bienveillantes” – que entre nós significaria “Os Bondosos”, título que, à primeira vista, não me despertaria grande interesse. Mas isso não importa; o livro pode ser ótimo e pretendo lê-lo. O que me fez escrever este pequeno artigo é a estratégia inusitada que o novo astro do mundo literário teria inventado para chamar a atenção e alcançar o sucesso: exigir dos editores que se candidatem ao lançamento internacional da sua obra uma “carta de amor”. Está lá, literalmente: “cada editor tinha de explicar, por escrito, por que admirava e desejava lançar a obra em seu respectivo país”.

O livro em questão tem “apenas” 900 páginas, o que, considerado o preço final do volume, já configura uma cartada corajosa para qualquer novato. Diz a nota que “a primeira edição vendeu mais de 200.000 exemplares na França e já venceu o prestigioso Prêmio Goncourt”.

O novel best-seller, além disso, virou a vedete da Feira do Livro de Frankfurt – a maior do mundo – envolvendo-se pessoalmente na indicação das editoras que se apresentaram, e adotando, como critério de escolha, justamente as tais “cartas”. Uma editora brasileira já teria alcançado a dianteira. Gostaria de ler sua “confissão de amor”.

Resta perguntar o que deve fazer um autor brasileiro para merecer, aqui no Brasil, tão acirrada disputa? Sim, porque não basta escrever bem e ter uma grande idéia; há que, antes, ser famoso para merecer ao menos uma entrevista com quem decide. Caso contrário, ficará o postulante sujeito ao crivo de uma equipe de ‘ledores’ cujo primeiro critério é rejeitar o candidato pelo volume do original, como, aliás, é a tônica em qualquer concurso literário tupiniquim, que já vem com tal limite estabelecido.

Livro de 900 páginas no Brasil? Ainda por cima escrito por um brasileiro? Nem pensar! A única exceção seria, logicamente, o inefável Paulo Coelho. Mas esse não tem fôlego para enfrentar o desafio, já que o perigo de escrever pior ainda e com mais irrelevância é diretamente proporcional ao número de páginas. E, afinal, escrever bobagens também cansa...

Disse tudo isso porque tenho três romances encalhados há anos na minha prateleira, encadernados com capa e tudo (que qualquer dia mostro a vocês), prontinhos para publicação: um tem mais de 1000 páginas. Outro tem mais de 500. Os três giram em torno da mesma temática do festejado americano – A Segunda Guerra Mundial.

Quem sabe também peço aos editores brasileiros uma cartinha de amor...?

 

         Mario Gentil Costa

Escrito por MaGenCo às 18h30
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MILAGRES

 Não sei de onde tirei o que segue. Mas valeu.

 

 

        “Os relatos mais extraordinários são, quase sempre, encontrados nos textos mais antigos, ao passo que, quanto mais recente é a história, mais razoável tende a ser seu conteúdo.

        Por isso, os grandes milagres só ‘aconteceram’ no passado remoto.

        A única explicação para que tantas pessoas ainda creiam em milagres é o profundo apoio que as religiões dão a esses fenômenos impossíveis. E é pouco provável que elas abram mão disso, pois sabem quão influenciáveis e ansiosas pelo sobrenatural são as pessoas crédulas e simples, sem espírito crítico”.

      

         Mario Gentil Costa



Escrito por MaGenCo às 11h14
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10.000 !!

 

ONTEM, ESTE BLOGUE, INAUGURADO EM 1° DE JANEIRO DE 2006, ALCANÇOU 10.000 ACESSOS, O QUE PERFAZ UMA MÉDIA DIÁRIA SUPERIOR A 32 NOMES. E LEVANDO-SE EM CONTA QUE O “SITE METER” SÓ FOI INSTALADO EM ABRIL, O NÚMERO REAL SERIA AINDA MAIOR. ASSIM SENDO, CRESCEU ALÉM DA MINHA EXPECTATIVA E ESTOU MUITO CONTENTE, RAZÃO POR QUE DESEJO AGRADECER AOS QUERIDOS VISITANTES DO BRASIL E DO EXTERIOR, QUE, DESDE ENTÃO, ME HONRAM COM SUA REPETIDA ATENÇÃO E COM SEUS JUDICIOSOS COMENTÁRIOS, PROMETENDO EMPENHAR-ME EM MANTER E, SE POSSÍVEL, ELEVAR O NÍVEL DAS MINHAS MATÉRIAS.

MUITO OBRIGADO A TODOS! MaGenCo



Escrito por MaGenCo às 09h01
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A ETERNA INTERROGAÇÃO CÓSMICA

        

       Por ironia do acaso, descobri a imagem acima, que, caprichosamente, nos envia do espaço sideral um enorme ponto de interrogação. E afinal, o que nos resta fazer, senão pensar e perguntar?

        Embora o poder de pensar com maior clareza e profundidade dependa da carga neuronal de cada um, deveria haver uma disciplina currículo-escolar que ensinasse a pensar com lógica e ordenação. E não há. O homem, infelizmente, desperdiça grande parte de sua capacidade pensante; por isso, sua mente erra vadia e dispersiva. Contudo, seu poder de intuir, apoiado na capacidade de deduzir, é a mola que impulsiona o progresso do conhecimento e o talento criador.

A fala, a audição e a visão foram recursos fundamentais para isso. Elas  existem em função do som audível e da luz visível. Mas luz e som existem como energia vibratória e são independentes dos olhos e dos ouvidos. Existiriam, mesmo que fossemos todos cegos ou surdos.

Mais ainda, som e luz continuariam existindo se o homem não existisse, como existem os sons inaudíveis (infra e ultra-som) e a luz invisível (infra-vermelha e ultra-violeta). Já era assim no tempo dos dinossauros e assim será quando desaparecermos do planeta.

Da mesma forma, há verdades que ultrapassam o alcance do nosso cérebro. Parece que Platão estava certo: ela, a verdade, é arquetípica. Quanto mais inteligentes formos, mais seremos capazes de captá-la e formulá-la, transformando-a em conceitos lógicos.

Ao redor de uma ameba, existe um universo de idéias que ela não capta. Um gato que freqüenta uma biblioteca pode conhecer superficialmente os seus contornos, mas nunca será capaz de absorver a sabedoria contida nos seus livros. O mesmo vale para a insuficiência do homem em relação ao cosmos; ele está aí; resta entendê-lo, até onde for possível, à custa da intuição e da pesquisa científica.

Uma das grandes ânsias da humanidade, talvez a maior de todas, é abarcar a idéia do infinito e do eterno, dimensões incompreensíveis que esmagam e confundem o nosso cérebro limitado. É fácil e óbvio intuí-los e admiti-los, mas é impossível compreendê-los e abrangê-los. Sabemos que ambos são obrigatórios, inegáveis, necessários; fazem parte da essência do existir.

Um deles, o eterno, nos dá uma idéia de tempo sem fim, de duração ilimitada; o outro, o infinito, de espaço, de distância sem limites.

       Numa definição grosseira, poderíamos comparar o infinito a uma dízima periódica, que sempre cresce, sempre avança e nunca chega ao fim; cada nova dízima vale um décimo da precedente. É uma sequência interminável de frações cada vez menores, que, por se somarem, aumentam e, por serem cada vez menores em si, diminuem. Seria isso o infinito? Uma espécie de soma infinita de finitos cada vez menores? A sucessão ilimitada dos fractais da teoria do caos, como mostra a figura abaixo?

 



Escrito por MaGenCo às 17h32
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E o eterno? Como o definiríamos? Eterno lembra um ‘antes’ e um ‘depois’ não-temporais, sem limites de duração. Confunde-se com o espaço infinito por não ter começo nem fim. 

Espaço-tempo, uma dimensão cósmica interativa. A rigor, poder-se-ia afirmar que um não existe sem o outro; são interdependentes e correlatos. Ora, algo cósmico que seja eterno-infinito não pode ter começo nem fim. Algo que não tem começo nem fim no espaço e no tempo, não pode ter começado um dia e não poderá jamais terminar. Portanto não pode ter sido criado; sempre existiu, sempre existirá... Essa é minha idéia do infinito e do eterno, coincidente com o próprio Universo, valores superpostos, inerentes e inseparáveis. Estaria aí a síntese do Panteísmo de Spinoza e Einstein, do Deus-Universo, do Universo-Deus, dualidade única e irrepetível? Quem sabe?

O outro Deus, o Deus das religiões, criador do Universo, que teria feito o homem à sua imagem e semelhança, é, para mim, inconcebível; seria um eterno criando outro, um infinito criando outro. Uma impossibilidade teórico-prática, conceitual. Portanto Deus e Universo, seriam uma coisa única, uma estranha espécie de ‘monismo-dualista’.

Enfim, nosso cérebro, finito e limitado como é, por mais que se esforce, nunca será capaz de abrigar o conhecimento infinito, a sabedoria superlativa, a idéia do universo integral, em outras palavras, a verdade máxima final. Estamos, portanto, condenados a viver esmagados sob o efeito de dois extremos inatingíveis: o nada inexistente, impossível, e o tudo necessário, obrigatório.

 

Mario Gentil Costa

 



Escrito por MaGenCo às 17h30
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 UMA PERGUNTINHA BANAL

 

- O que você está fazendo?

- Nada, estou apenas pensando...

- Mas pensar não é fazer?

- Talvez...

- É claro que sim! É mais fazer do que quebrar pedras ou rachar lenha. Ou será que não? Isso qualquer macaco ensinado faz...

Pensar é fazer, sim; talvez o maior de todos os fazeres. Pois foi pensando que o homem fez tudo o que aí está, inclusive a bomba atômica.

Não creio em telepatia, e tomara que ela não exista mesmo. Seria um desastre, uma coisa terrível; penetrar-se no íntimo do outro ou, pior que isso, ter o próprio íntimo exposto à devassa alheia. Quantas vezes nos envergonhamos do que somos capazes de pensar! Essa privacidade nos poupa muitos dissabores, tanto ao não penetrar quanto ao não sermos penetrados. É fundamental para o convívio social que conservemos essa impenetrabilidade, no mínimo para esconder do próximo a nossa própria vulgaridade. Se na essência, ser é mais importante do que parecer, não resta dúvida de que, na aparência, parecer também é essencial.

Sempre apreciei a figura do pensador: - sentado, as pernas semi-abertas, o tronco projetado, o cotovelo espetado na coxa, o queixo apoiado na mão e o olhar perdido no aparente vazio do horizonte. Essa postura distingue o homem dos outros animais.

 

Sempre admirei o cenário de uma biblioteca, as estantes repletas, o silêncio reinante, as mesas ocupadas por gente lendo, meditando, abstraindo, concluindo, enfim, pensando. Quanto mais se pensa, mais se é capaz de pensar. Parece, como num exercício qualquer, que o consumo de energia se reduz à medida que se insiste.

De onde vêm as idéias? Do cérebro, enquanto indivíduo? Assim..., como num passe de mágica..., tiradas do nada? Não! Elas vêm da lógica, da verdade, da ética, da estética, forças cósmicas inerentes ao Universo e que existem por si mesmas no espaço e no tempo. De certa forma, diríamos que o Universo é a grande central de idéias, ele próprio, talvez, a maior de todas as idéias; uma forma diversa de energia que o cérebro diferenciado capta através do poder de abstrair. Ninguém inventa idéias; elas preexistem ao homem; sempre existiram; são arquetípicas.

Mario Gentil Costa

 



Escrito por MaGenCo às 08h35
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IDÉIAS DE UMA NOITE DE INSÔNIA

(Farrapos de idéias)

 

Coisa engraçada o pensamento; está sempre presente, na maior parte das vezes errático, abstrato, vadio, inconseqüente, mas sempre dentro e ao redor da gente. "Penso, logo existo" é um pensamento que dá o que pensar...

As idéias existem no espaço e no tempo, cósmicas e intemporais, à disposição de quem souber usá-las, mas, ao mesmo tempo, ciosas do seu valor, distribuindo-se em doses mínimas na maioria das cabeças.

Frederico II da Prússia, o Grande, já dizia que "o conhecimento está ao alcance de muitos, mas a arte de pensar é privilégio de poucos"...

Apesar disso, o pensamento, no sentido mais lato, é automático; não pára de jorrar, nem mesmo durante o sono, em sonhos ou pesadelos, como se produzido por uma central em constante atividade.

Se todos aprendessem a controlá-lo e canalizá-lo com lógica e objetividade, quantas idéias brilhantes seriam trazidas à luz? Sim, porque ele veicula idéias e estas são o substrato da inteligência. Quantas e quantas vezes tentamos organizá-las e subjugá-las à nossa vontade e, por mais esforço que façamos, elas se mostram fugidias e volúveis, teimando em se esconder nos escaninhos do subconsciente?

Foi através delas que o homem inventou a palavra. E o que é a palavra, senão um mero símbolo do pensamento? O que é o pensamento, senão o veículo da idéia? Portanto, embora pareça que sim, não pensamos com palavras; pensamos com idéias, com conceitos.

Muito antes de o homem inventar a palavra, ele já pensava; pensava com idéias. No começo, provavelmente, pensávamos com gestos e gritos. O homem tinha necessidade de se comunicar e não sabia falar. Tanto isso é verdade que uma mesma idéia é expressada em cada língua com uma palavra diferente. Exemplo oportuno: - o próprio "pensamento", que é, ao mesmo tempo, "pensamiento", "pensée", "thought", "pensiero" e assim por diante...

Ele só existe nos humanos?... Ou está também presente no cérebro de outros animais superiores, no do chimpanzé, do gorila, do golfinho e da baleia? Tudo faz crer que sim. A diferença é apenas quantitativa, isto é, pensamos mais e melhor. Mas não há dúvida de que eles também pensam, nem que seja de maneira rudimentar.

       E, no nosso caso em particular, alguns cérebros atingem um nível altíssimo...; é o caso dos gênios... Sempre fui fascinado por esse poder, que alguns cérebros têm, de produzir pensamentos raros, à custa de muito meditar.

        Mario Gentil Costa



Escrito por MaGenCo às 21h33
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GUIA TURÍSTICO

       

Um guia turístico tanto pode ser uma pessoa como uma coisa.

        Se coisa, será certamente um folheto explicativo sucinto ou, na melhor das hipóteses, um impresso de maior porte com explicações sobre a história, a geografia, a economia, a cultura e os costumes de um determinado povo ou região. Em resumo, um livro ou livreto que dê respostas imediatas ao turista, ensinando-lhe aonde ir e o que buscar.

Se pessoa, deve estar, em matéria de conteúdo e conhecimento, ao nível desse impresso e, se possível, acima dele.

        Vítima - que às vezes não consigo deixar de ser - do nosso atávico complexo de inferioridade tupiniquim, qual não foi minha surpresa quando, num papo com um amigo muito prezado, recém-vindo de uma excursão pela Europa, onde, entre muitas atrações, visitara o Coliseu, fui alvo desta questão:



Escrito por MaGenCo às 20h24
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        - Mário, tu sabias que o Coliseu nunca foi palco de matança de cristãos?

        - Quem te disse isso?

        - Meu guia turístico...

        - Gente ou livro?

        - Não entendi - confessou, indeciso.

        - Guia turístico gente ou guia turístico livro? - corrigi.

        - Ah, sim. Um homem. Disse que tudo não passa de balela; que o Coliseu era apenas um grande circo para divertir o povão.

        - Pois ele mentiu. Ali foram sacrificados não apenas cristãos e criminosos, mas também judeus...

        - Tás brincando! Quem te disse?

        - Li. Em livros que esse guia nunca leu...

        - Não é possível...

        - Podes crer...

        - Sabes o verdadeiro nome do Coliseu? O original...?

        - Anfiteatro Flaviano - respondi.

        - Por esta eu não esperava.

Escrito por MaGenCo às 20h22
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        - Então, vou te dizer algo mais: o Coliseu, erigido por Tito no início da Era Cristã, foi construído com mão-de-obra escrava. Esse “imperador”, cujo título prefiro escrever com letra minúscula, trouxe de Jerusalém, que acabara de conquistar e devastar por volta do ano 70 d.C., 12.000 escravos judeus. Foram eles que construíram o Coliseu. E, no dia da inauguração, cerca de 10.000 desses trabalhadores foram, diante de toda a corte romana e da plebe que lotava a arena, atirados aos leões para “abrilhantar as festividades”. Depois, seus corpos dilacerados foram arrastados por uma abertura no fundo da arena, chamada “porta da morte”. Por causa disso, até hoje, muitos judeus eruditos, não necessariamente sionistas ou ortodoxos, quando fazem turismo em Roma, não visitam o Coliseu em atitude de protesto contra essa chacina histórica. E cristãos também foram mortos ali, sim, porque eram vistos como subversivos que ameaçavam a estabilidade do regime. Até que no século IV, o Imperador Constantino converteu-se ao Cristianismo após um sonho (ou um ataque epiléptico?) em que viu as palavras “IN HOC SIGNO VINCES” (EM NOME DESTE SIGNO VENCERÁS) inscritas numa cruz no céu de Roma –  e suspendeu as execuções. Daí em diante, eram sacrificados apenas os escravos rebeldes, os criminosos e os condenados da justiça, de um modo geral.

        - E por que o guia teria omitido tudo isso? - indagou o meu amigo, curioso e perplexo.

        - Das duas, uma: ou ignorava ou talvez fosse coagido a mentir por orientação do regime no poder.        Com o olhar perdido no horizonte, ele, então, relembrou:

        - Outra coisa que disse o guia é que ninguém sabe por que o povo chama aquilo de Coliseu.

        - Detalhe que ele também deveria conhecer. “Coliseu” vem do latim; quer dizer “colossal”. O termo original era “colosseus”. O tempo encarregou-se de transformá-lo. Os italianos dizem “coliseo”.

        Em suma, essas particularidades, nem eu nem meu amigo tínhamos obrigação de conhecer. Mas o guia turístico, que não era tupiniquim, esse tinha!...

 

        Mario Gentil Costa

Escrito por MaGenCo às 20h17
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MEU PRIMO JOAQUIM

 

       Quem trafega pela Avenida Mauro Ramos, em Floripa, em geral sabe que uma daquelas ruas que sobem o Morro da Cruz, onde estão instaladas as torres de televisão, se chama “Rua Irmão Joaquim”. Mas não sabe quem foi esse cidadão..., o Irmão Joaquim. O que fez para merecer nome de rua.

       É isso que desejo divulgar aqui. Antes, gostaria de justificar o título desta crônica; Joaquim era meu primo... Claro que, talvez, nem de décimo-quinto grau - pois viveu entre fins do século XVIII e começos do XIX, de 1761 a 1829.

Seu nome completo era Joaquim Francisco do Livramento Costa. Seu pai, Tomás Francisco da Costa, foi o meu primeiro ancestral no Brasil, cristão-novo vindo dos Açores, exatamente da Ilha do Faial, em 1748.

Querem saber o que essas duas figuras fizeram? Simplesmente ergueram juntas... o pai com a competência e o dinheiro do próprio bolso; o filho com o trabalho, e ambos, auxiliados por um pequeno grupo de benfeitores, com a obstinação de quem tem um ideal a cumprir, ergueram - repito - o nosso venerando Hospital de Caridade. Apenas isso. Não só o projetaram e construíram, como o equiparam e o doaram à comunidade, inaugurando-o a 1º de janeiro de 1789.

Tomás Francisco da Costa aqui chegou com 21 anos de idade. Construtor de obras, com o trabalho, com a inteligência e com muito tino comercial, tornou-se, pouco a pouco, um homem abastado, responsável que foi pela edificação de uma série de prédios e residências senhoriais, alguns ainda de pé e resistindo estoicamente à ganância imobiliária que avassala nossa cidade. A propósito, a antiga Câmara de Vereadores, na Praça XV, também é de seu ‘risco’.

          Preocupado com as precárias condições sanitárias em que vivia a população do Desterro, acalentou durante anos o sonho de dotar a vila de um hospital que atendesse aos enfermos pobres. E encontrou no filho o aliado, que, imbuído de um extraordinário espírito de renúncia e de caridade, dedicava a vida, na condição de irmão religioso, aos doentes e necessitados.

Escrito por MaGenCo às 17h57
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Para isso, Joaquim saiu a pedir esmolas para ajudar a aliviar o sofrimento dos menos favorecidos. E ainda fez mais: concluída aquela que seria sua missão local, saiu a fundar hospitais em outras cidades do Brasil. Fundou a Santa Casa da Misericórdia de Porto Alegre, a de Itu no interior de São Paulo e a de Salvador na Bahia. Fundou também escolas, asilos e seminários na capital paulista e no Rio de Janeiro.

Como embaixador das comunidades que se propunha a ajudar, esteve diversas vezes na Europa, especialmente em Portugal, para obter do Príncipe Regente D. João VI - o mesmo que em 1808, fugido de Napoleão, viria esconder-se no Brasil - a autorização régia para erguer por aqui suas casas de misericórdia. E na última dessas missões, quando viajava ao Vaticano em busca de missionários para atender às crianças pobres do Brasil, morreu em Marselha, na França.

Esse foi meu primo Joaquim: filho de rico, nunca quis saber de riquezas materiais ou de honrarias. Tanto assim que, após fundar a Santa Casa de Porto Alegre em 1803, lá permaneceu por três anos ajudando nas obras e, quando sentiu que a construção já atingira seu estágio final e irreversível – e sua presença não era mais indispensável – desapareceu às vésperas da inauguração, preferindo o anonimato. E no dia em que a solenidade aconteceu, em 1806, nenhum gaúcho, por mais que tentasse, conseguiu encontrá-lo. Ele havia partido para não mais voltar... 

Suas viagens mais curtas eram feitas a pé. Tudo o que tinha, dava aos pobres, guardando para si somente o necessário para sobreviver. Dedicava-se exclusivamente a fazer o bem aos desvalidos da sorte. Sua obsessão era servir; seu objetivo, doar-se. Um legítimo santo catarinense que não foi canonizado.

Se pudesse, gostaria de abraçá-lo – e a seu pai – exclamando bem alto, para que todos me ouvissem:

 

 “Meu querido primo Joaquim e meu ilustre hexavô Tomás Francisco da Costa: vocês foram, de fato, duas figuras gigantescas que mereceriam estátua em praça pública. E nas tantas e longínquas madrugadas em que, como médico, subi aquela ladeira empinada para atender uma emergência, carreguei comigo – não por mérito pessoal, mas por gloriosa herança genética –  um modesto pedacinho do imenso orgulho que tenho de vocês!”

 

Mario Gentil Costa

 

 

 

 

 



Escrito por MaGenCo às 17h55
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HIDROTERAPIA

 

Água é o melhor remédio para a sede. Refiro-me a água filtrada e sem gás. A propaganda enganosa diz que a alternativa é uma borbulhante cerveja de colarinho branco. Mentira! Cerveja é álcool, que desidrata e vicia. Refrigerantes também viciam. E têm ingredientes artificiais. Apenas sucos de frutas naturais, chocolates e outros sabores enlatados em pós que se misturam ao leite ou batidas de frutas - "vitaminas" feitas em liquidificador - substituem a água. Dito isto, pergunto se você, leitor, bebe bastante líquido. Se bebe pouco, sob a alegação de quem não tem muita sede, também urinará pouco. E uma urina forte, carregada, é sinal de desidratação. A urina normal é clara, porque é diluída pela água.

         Seu corpo tem cerca de 70% de água – mais que a metade de você, portanto. E ela está em todos os lugares do organismo. É seu melhor lubrificante. Através do sangue, ela transporta os nutrientes, elimina as toxinas pelos rins e pelo suor. Além disso, ajusta o metabolismo geral. Distribui as vitaminas, os sais minerais, as proteínas e os carboidratos. Carrega os hormônios masculinos e femininos. Produz maior quantidade de esperma e propicia uma ejaculação mais vigorosa. A propósito, é interessante como esta última informação surpreende os pacientes jovens, que ficam de olhos arregalados. E as razões são compreensíveis...

Mas os benefícios da água farta não param por aí: ela umedece as vias aéreas, evita rinites, sinusites, bronquites e ainda aumenta o fôlego nos esportes. Umedece as cordas vocais e dá qualidade à voz. Facilita a absorção dos medicamentos. Transporta os anticorpos. Garante a saliva e as lágrimas. Protege as gengivas e evita as cáries. Hidrata a pele, ao contrário dos hidratantes comerciais, que na verdade quase nada hidratam. Isto porque a água vem por dentro, pelo sangue, enquanto esses cremes, que vêm de fora, secam rapidamente ao vento e ao sol.

         Não bastasse isso, a água ajuda a digerir os alimentos; amolece o bolo fecal, protegendo da prisão de ventre, das hemorróidas e até do risco de câncer no intestino. Higieniza o organismo como um verdadeiro banho interno. E a vida veio da água – ou você acredita em Adão e Eva?

Por fim, ela reduz câimbras nos esportes. Aumenta a força e a elasticidade muscular. Acelera a cicatrização de ferimentos. Melhora o sono, a memória e a concentração. Sua falta desvitaliza os cabelos e apressa a calvície, outro dado que desperta interesse em todos. Como é dito popularmente, ela “afina o sangue” que alcança os últimos capilares e energiza os neurônios que lhe conferem uma mente mais brilhante.

- Mas cerveja não tem água? – você perguntaria.

         - Tem, mas a diurese que resulta de sua ingestão é falsa; o álcool é um tóxico e precisa ser eliminado. Em vista disso, deve-se beber bastante água todos os dias, seja pura, seja através de seus substitutos já citados.

         - Terei de acordar no meio da noite pra beber?

         - Não, meu caro, pra fazer xixi... Mas garanto que vale a pena...

 

   Mário Gentil Costa



Escrito por MaGenCo às 20h19
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MAPA-MUNDI

 

DESDE QUE POSTEI AS MATÉRIAS SOBRE O INEFÁVEL PAULO COELHO, CRESCE O NÚMERO DOS PAÍSES CUJOS INTERNAUTAS TÊM ACESSADO MEU BLOGUE. NOTE-SE QUE DE MUITOS DELES, SOBRETUDO DOS USA E DA EUROPA OCIDENTAL, AS VISITAS, ALGUMAS ÀS DEZENAS, CONTINUAM SENDO DIÁRIAS, ALÉM DE PROVIREM DE DIVERSAS CIDADES. MEU ‘SITE METER’, COMO DISSE OUTRO DIA, ESTÁ CADA VEZ MAIS ENGALANADO COM BANDEIRINHAS DE TODAS AS ORIGENS. ESTOU ATÉ RECICLANDO MINHA GEOGRAFIA DO COLÉGIO, À CUSTA DE RECORRER A UM MAPA-MUNDI ATUALIZADO, POIS SOU DO TEMPO EM QUE CERTAS DENOMINAÇÕES NEM EXISTIAM. MaGenCo

 

Relação crescente:

 

Estados Unidos, Reino Unido (UK), Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Alemanha, Áustria, Suíça, Polônia, Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Letônia (Latvia), República Checa, Hungria, Croácia, Slovênia, Slovákia, Rumênia, Ucrânia, Bulgária, Turquia, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Venezuela, México, Canadá, Vietnam, Japão, Hong Kong, Açores, Marrocos, África do Sul, Austrália, Irã, Índia, 

 

 

 



Escrito por MaGenCo às 09h49
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VISITANTES ESTRANGEIROS

 

Amigos, como escrevi há dias, meu blogue, a partir da matéria sobre Paulo Coelho – por coincidência ou não - deu um inesperado salto de afluência internacional. A preciosa coluna do Site Meter, até então quase monocromática, está colorida de bandeirinhas até mesmo do Vietnam. E apesar de o nosso inefável P.C., pela obrigatória rolagem das datas na tela, já ter ido quase todo pra escanteio, continuo, com indisfarçável alegria, recebendo visitas das mais diversas plagas d’além mar. Ontem entrou uma da Bulgária. Nem sei que língua se fala nesse país; imagino que seja o búlgaro, idioma certamente complicado, com eventuais semelhanças ao russo e, portanto, escrito em caracteres cirílicos. Só não imagino o que possa atrair um habitante desse longínquo país para um blogue brasileiro, a menos que um aventureiro ‘tupinikin’ tenha se bandeado para lá.

Hoje, chegou uma da Turquia (Istambul). Outra do Irã (Teerã). O mesmo acaba de acontecer com um visitante da Polônia, que, para meu espanto, me dedicou hoje um expressivo lapso do seu tempo. Terá sido, dessa vez, por causa do Escorpião (Scorpion Card) que postei ontem? Seriam as garçonetes escandinavas? Sei lá! Quem garante que não?

O segredo, então, estaria em publicar assuntos de interesse mundial, desses que não têm fronteiras? Quem sabe? O difícil, todavia, é encontrá-los todo dia.

Caso contrário, parece que quadros, esculturas, fotografias atraem mais. Ou seja, estaria provado, mais uma vez, que “uma imagem vale mais que mil palavras”...

 

          Mario Gentil Costa

Escrito por MaGenCo às 09h48
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"SCORPION CARD"

 

Gente, guardo um vínculo muito antigo com o Escorpião. Não importa o fato de ser este o meu signo no Zodíaco, já que tenho a astrologia na conta de mera adivinhação. Trata-se de uma ligação estético-afetiva, pois esta constelação, com sua gigante-vermelha Antares, é, para mim, a mais linda do hemisfério sul. Tanto que, certa vez, num rompante de inspiração e para tê-la sempre diante de meus olhos, mesmo nos "tempos borrascosos", perfurei um cartão negro, de plástico - o meu "Scorpion Card" - muito parecido com a segunda imagem mostrada. Conservo-o até hoje e sempre que o dirijo contra qualquer fonte luminosa, ele reproduz exatamente a silhueta que vocês vêem nas fotos acima. Com ele, estou saudando a todos aqueles que nasceram entre 21 de outubro e 21 de novembro. Quem sabe alguém se sensibiliza e comenta? Não haverá um só escorpião na linha? Duvido...! Abraços dirigidos do MaGenCo



Escrito por MaGenCo às 15h22
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JUVENTUDE TRANSVIADA

 

Este foi o título de um filme famoso, com James Dean, Sal Míneo e Natalie Wood, passado há cerca de 30 anos. A propósito, por coincidência, os três atores tiverem morte violenta. O primeiro em acidente de carro por provável excesso de velocidade e bebedeira; o segundo, assassinado não sei onde nem como; a terceira, que dizem ter sido uma alcoólatra, afogada ao cair bêbada do convés de um barco aonde teria ido para festejar. Por sinal, esse filme, revisto recentemente por mim, é uma grossa porcaria. Aliás, James Dean e Sal Míneo eram dois tremendos canastrões, endeusados pela mídia americana. Esta a minha opinião.

Mas a ‘juventude transviada’ a que desejo me reportar é outra; é a de hoje, muito mais enlouquecida que aquela do filme. É a juventude que desfila entre nós. Com exceções, é claro. Senão, vejamos o que testemunhei ainda há pouco.

Estava querendo atravessar uma rua relativamente larga, perto da minha casa. Já havia dado um passo fora da calçada. Lá, ao longe, vi um carro que se aproximava em relativa velocidade, excessiva para o local. Por precaução, estaquei e aguardei, parado. Quando estava já bem perto, o motorista, acompanhado de sua ‘tchurma’, os machos com o indefectível boné virado para trás, resolveu, por brincadeirinha, dar uma guinada em minha direção. Com o susto, pulei de volta à calçada, enquanto ele consertava o volante, e eu, assustado, ouvia as sonoras gargalhadas que vinham de dentro do veículo. Eram dois casais, logicamente jovens.

Claro, gritei um impropério desses que saem no reflexo. Mais gargalhadas. E eles sumiram na esquina adiante.

Agora pergunto: o que faz alguém ter uma atitude tão disparatada? Pura maldade? Falta de chá-em-pequeno? Fanfarronice? Exibicionismo para impressionar as moças? Sei lá! Só sei que, no meu tempo, tal demonstração de desrespeito não aconteceria.

Por sorte, meu período de latência ainda é curto e pude saltar em tempo hábil. Mas vamos que ele se perdesse e me matasse? Assim... de graça...?

Felizmente, sobrevivi para poder contar-lhes isso e adverti-los de que estejam sempre atentos. De olhos muito abertos. Porque a bruxa anda solta, e essa juventude transviada não respeita mais nada. E mais ninguém...

Só tenho pena dos pais, que nada podem fazer. E mais pena ainda do Brasil...

 

Mario Gentil Costa

 

 

 



Escrito por MaGenCo às 12h07
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ESTA É A ROTINA NUM RESTAURANTE DA ESCANDINÁVIA, NÃO SEI EM QUE PAÍS. A LIBERDADE ALI PARECE SER COMPLETA, TANTO QUE, NA PRIMEIRA FOTO, O FREGUÊS FUMA ENQUANTO ESCOLHE O CARDÁPIO, GRAVADO NA PELE DAS GARÇONETES. PEGUEI NO BLOGUE 'ACHEI POR AÍ'. OU ISSO OU O RESTO DO MUNDO... MaGenCo

 



Escrito por MaGenCo às 10h07
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RISCO ABSURDO E NÃO CALCULADO

 

Esta é a história de um risco de morte. Eu tinha 36 anos e jogava na lateral-esquerda do time dos médicos de Floripa, que só se reunia nos fins de semana. Essa era a média de idade dos demais. A maioria já ostentava um pequeno ‘calo’ abdominal, resultante da famigerada cervejinha-redondinha que está levando a juventude brasileira ao alcoolismo com o aplauso das fábricas vorazes e o beneplácito da mídia ‘global’. Só que, naquele tempo, a coisa não tinha ainda atingido os níveis atuais de comprometimento, sobretudo entre as mulheres.

Reuníamo-nos em tardes de sábado, sol a pino, para uma partida contra adversários nem sempre escolhidos com critério, o primeiro dos quais – e sobretudo – a idade. Não foram poucas as vezes em que, extenuado após 30 minutos de jogo, eu simplesmente deixava o campo por não poder acompanhar um adversário de 18 anos que corria como uma flecha. E o pior é que nem sempre havia um reserva para me substituir. Mas isso, para os motivos que me levaram a escrever este artigo, não tem agora a mínima importância.

- Fica mais um pouco! – gritava o capitão do time, que jogava no meio e não precisava correr tanto.

- Não posso! Não agüento mais – eu respondia, enquanto, em passos descoordenados, me arrastava para a beira do gramado e me despejava ofegante num banco à sombra de uma árvore frondosa.

Na segunda-feira de manhã, estava com a musculatura das pernas tão dolorida que subir a pequena escadaria do hospital onde operava, era uma façanha quase além das minhas forças. Melhorava e na semana seguinte ou na subseqüente, enfrentava o mesmo desafio. Exercícios físicos nos intervalos? Nenhum!

Até que um dia a coisa ultrapassou meus limites. E talvez tenha sido providencial. Cabia-me marcar um desafeto, pessoa com quem, por razões extra-médicas, tivera sérios problemas de relacionamento. Entrei em campo e dei com o gajo justamente na ponta-direita do time adversário. Minha primeira reação foi retornar ao vestiário, trocar o uniforme, pegar o carro e sumir. Conversei com meu capitão, que logo reagiu:

- Que nada, cara! Esquece isso e joga o teu futebol.

“Grande coisa o ‘meu futebol’. Mas, pensando melhor, é minha vez de dar-lhe uma lição. Ele não vai passar por mim!”

E resolvi encarar. Afinal, haveria melhor motivação que essa? Entrei e tive, talvez, a única atuação brilhante da minha vida. Sem dar botinadas, o cara, que jogava melhor que eu, não passou por mim uma vez sequer. Lembro, todavia, que, em certos momentos do segundo tempo, para honrar meu amor-próprio, quase ultrapassei meus limites. Meu fôlego acabara, e o coração, dando saltos e trambolhões dentro do peito, quase me saía pela boca.

“Foi a minha valência”, como diz o povo, porque, terminado o jogo, sentado à beira do gramado, tomei a decisão que deve ter determinado a minha sobrevivência: pendurar as chuteiras em definitivo. Encerrei assim, brilhantemente, minha apagada carreira de jogador de futebol. Se tivesse continuado, estaria me expondo, de forma gradativa, aos riscos de uma parada cardíaca gratuita. E tinha quatro filhos pra criar...

Amigos, tudo isso foi contado para servir de alerta aos que, amadoristicamente, se arriscam em peladas de fim-de-semana sem saber como está seu coração. E não vale apenas para os coroas de 36 anos. Não! Vale também para os garotões que se acham indestrutíveis e imortais.

Estamos testemunhando freqüentes mortes-súbitas até mesmo em atletas profissionais em pleno vigor físico. Existem doenças cardíacas inaparentes, congênitas ou adquiridas, que acometem até jovens de 18 anos. E é indispensável que todos, mesmo os assintomáticos, se submetam a exames preventivos de medicina esportiva para aferir suas reais condições cardio-vasculares, sob pena de serem surpreendidos por uma fibrilação ventricular ou coisa que o valha, com parada cardíaca – a mais dramática emergência da medicina - em pleno campo, onde raramente há equipamentos e alguém em condições de revertê-la.

Meus filhos, que hoje cometem o mesmo erro, sorriem quando lhes chamo a atenção para essa possibilidade. Estão naquela idade em que tudo ainda são flores e não me levam a sério porque não sou cardiologista. E eu fico em casa, cada vez mais preocupado. Talvez, depois de lerem este artigo, resolvam fazer essa avaliação profilática.

A juventude ‘começa a acabar’ aos trinta anos. Se não é assim, que alguém me aponte um único recordista olímpico com 36 anos. E ninguém está livre, mesmo antes dessa idade...

 

       Mario Gentil Costa

Escrito por MaGenCo às 18h14
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